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Acreano que morreu após ter 70% do corpo queimado se mudou para Goiás depois que perdeu a mãe

Artur perdeu a mãe, Tereza, em 2023 Reprodução O acreano Artur Figueiredo Meirelles, de 43 anos, foi embora para Goiânia, em Goiás, após a morte da mãe e...

Acreano que morreu após ter 70% do corpo queimado se mudou para Goiás depois que perdeu a mãe
Acreano que morreu após ter 70% do corpo queimado se mudou para Goiás depois que perdeu a mãe (Foto: Reprodução)

Artur perdeu a mãe, Tereza, em 2023 Reprodução O acreano Artur Figueiredo Meirelles, de 43 anos, foi embora para Goiânia, em Goiás, após a morte da mãe em 2023. Ele morreu nessa quinta-feira (8) no Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol) após ter 70% do corpo queimado em uma explosão de uma botija de gás no apartamento onde vivia. O acidente ocorreu na madrugada de 27 de dezembro do ano passado. Artur trabalhava como motorista de aplicativo e chegou a sair consciente de dentro do apartamento após a explosão, mas o quadro de saúde piorou ao chegar no hospital, ele foi entubado e levado para Unidade de Terapia Intensiva (UTI). 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Artur era ex-coordenador da Frente de Proteção Etnoambiental (FPE) Envira, no Acre, da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). A fundação lamentou a morte do ex-servidor em uma nota. (Veja abaixo). Ao g1, a jornalista Maria Meirelles, irmã do motorista, contou que outro motivo para o irmão ir embora foi o desejo de conseguir novas oportunidades de trabalho. Outro irmão dela e de Artur também mora na capital de Goiás e ficou responsável por organizar o velório e enterro. "Ia fazer três anos que estava morando lá. Foi buscar oportunidade de trabalho, estava trabalhando. Era divorciado e tem um filho aqui de 12 anos que mora em Feijó. Depois que minha mãe desencarnou em 2023 ele ficou bem mal e foi para lá", relembrou. O corpo do acreano deve ser enterrado às 9h deste sábado (10) em Goiânia. A família optou por não trazer o corpo para o Acre por questões financeiras e também porque Artur sofreu várias lesões. Artur Meirelles morreu após mais de 10 dias internado na UTI Reprodução Explosão de botija Segundo a jornalista, Artur morava sozinho no apartamento. A explosão destruiu o apartamento e feriu o acreano em diversas partes do corpo, principalmente o rosto. "Nessa explosão ele teve 70% do corpo atingido com queimaduras de 1º e 2º graus. Tinha um pessoal na calçada quando explodiu e chamaram o Samu [Serviço de Atendimento Móvel de Urgência], então, ele ainda saiu andando e consciente do apartamento", contou. Por conta dos ferimentos, os pulmões de Artur começaram a parar de funcionar e ele passou quase 15 dias na UTI. Nessa quinta, o acreano teve falência múltipla dos órgãos e morreu. Veja os vídeos que estão em alta no g1 "Tinha dias que melhorava, fizzeram raspagem, ainda conseguiram extubar ele, mas tiveram que entubar novamente. Ficou sedado e insconciente todos esses dias. Era um caso muito grave, tínhamos consciência disso", falou. Antes da morte de Artur, a família iniciou uma rifa solidária para ajudar nos custos do tratamento. Outro objetivo da arrecadação é para reformar o apartamento onde o acreano vivia que era alugado. "Temos que arcar com as despesas do apartamento que ficou bem destruído. Era alugado e temos que reconstruir tudo. Fizemos a rifa para ajudar nas despesas dele, agora seguimos para arrecadar R$ 5 mil e reformar o apartamento", resumiu. Maria não via o irmão desde que ele se mudou para Goiânia. "Em nome da família, agradeço todo o apoio recebido dos amigos, familiares, pessoas que nem conhecemos e da imprensa. Meu irmão retorna à morada divina, para onde todos voltaremos", concluiu. Nota na íntegra da Funai Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) manifesta profundo pesar pelo falecimento, na quinta-feira (8), de Arthur Figueiredo Meirelles, ex-coordenador da Frente de Proteção Etnoambiental (FPE) Envira, no Acre. O servidor deixa uma contribuição significativa na trajetória da proteção dos direitos dos povos indígenas isolados no estado do Acre. Durante os anos em que esteve à frente da FPE, Arthur atuou com compromisso, responsabilidade e dedicação, contribuindo de forma relevante para a continuidade das ações de proteção territorial e defesa da vida. Sua atuação reflete um compromisso ético com os direitos humanos e a defesa da dignidade dos povos indígenas, valores que permanecem como base da missão institucional da Funai e da história da Frente de Proteção Etnoambiental Envira. Neste momento de dor, a Funai expressa sua solidariedade aos familiares, amigos e a todos que conviveram com Arthur. Que as lembranças, os ensinamentos e os vínculos construídos ao longo de sua caminhada permaneçam como fonte de conforto e homenagem à sua memória. Reveja os telejornais do Acre